terça-feira, 18 de dezembro de 2018

NUM SOL DE QUASE DEZEMBRO | Gramado, RS



Quando se chega a Gramado, quase não se dá para acreditar que se trata de Brasil. A arquitetura, nitidamente inspirada em construções alemãs, faz pensar que aquilo não pode ser real. Em novembro, além da decoração ao de Natal  já estar nas ruas, outro convidado da festa foi o caloe. Durante minha estadia da cidade, impressionantes 30º mudavam o tom da cidade; tornava-a mais quente e, com isso, o céu se estampou de um cinza escuro ao entardecer. A chuva, que, ao que me pareceu, era um evento comum àquelas terras, tinha uma outra cara. Era forte, pesada, típica de um anunciado verão que se aproximava.

À noite, a cidade era luz. Imumeros arranjos e arabescos pendurados ao longo das ruas ganhavam vinda em diferentes tons de cores. Em alguns pontos, o enfeites vivos impediam a visão do céu; formavam um teto de luzes em azul. A igreja do centro, que de dia te mostra imponência, à noite se faz iluminar com elegância e delicadeza. 

Gramado, ainda que num sol e quase dezembro, tem em sia a atmosfera de um lugar não brasileiro, e que te faz pensar, nem que só por um instante, que se está em um desses cantos únicos e inigualáveis do país. Sem dúvidas, um dos mais tantos outros pontos fora da curva no Brasil.

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